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Julho 2017

Crise que não termina: quase 200 comerciantes fecharam as portas no DF



Resta um consolo: número dos que fecharam portas é menor do que em 2016 João Paulo Mariano redacao@jornaldebrasilia.com.br Os últimos dados sobre o fechamento de lojas no DF ainda não são animadores, apesar da melhora em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre de 2017, foram 199 os estabelecimentos que fecharam. Já no mesmo período de 2016, foram 936. Os empresários ainda enfrentam os desafios de sobreviver durante a crise e reclamam da burocracia para finalizar os CNPJs. Os dados foram compilados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) e mostram que o DF foi a 13ª unidade da Federação em que os lojistas mais fecharam seus espaços.

Apesar da queda, o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, avalia que a economia começa a dar passos para uma estabilidade. "A própria Confederação Nacional do Comércio já trabalha com o crescimento do comércio neste ano", diz Santana, ao lembrar que as vendas deram sinais de melhoras nos últimos meses, em especial, na Páscoa e no Dia das Mães. Entretanto, isso acontece com um porém: a comparação é feita com o ano passado, quando houve um desempenho ruim. Adelmir entende que os empresários não fecham por falta de gestão. Eles tentam insistir, de todo o jeito, até mesmo demitindo funcionários, para que não precise encerrar o estabelecimento.

Empresário do ramo de colchões há 14 anos, Luiz Eugênio Duarte, 47, concorda com a visão do presidente da Fecomércio e sentiu na pele as agruras do fechamento de um ponto de comércio. "A gente demora para tomar uma decisão que desagrada, o fechamento. Tem sempre esperança de que os problemas vão se curar e não precisemos tomar a decisão dos cortes. Às vezes, a gente enrola até mais que o necessário", lamenta Luiz que admite ter levado mais tempo que o necessário para fechar uma loja de 600m² em Taguatinga. Ele afirma que começou a sentir a crise no segundo semestre de 2014. Tudo piorou em 2015 - que teria sido o "pior ano" desde que se tornou empresário há 30 anos.

Em 2016, quando as coisas começaram a melhorar, não havia mais como segurar a quantidade de funcionários e a nova loja. Ele a encerrou, demitiu funcionários e virou gerente de seu próprio empreendimento pois o homem que ocupava a vaga havia sido mandado embora. Para não perder tanto, abriu um quiosque de 16m² em um shopping de Águas Claras. Entidades do setor acham que resultados melhorarão até o final do ano, pois vendas já estão crescendo. Saiba mais Na comparação nacional, todos os estados brasileiros apresentaram saldo negativo. No Brasil todo, o varejo perdeu 9.965 mil empreendimentos de março a janeiro deste ano.

Em relação aos primeiros três meses de 2016, o índice caiu, já que 37.179 lojas fecharam. A região que mais perdeu lojas foi o Sudeste (5 mil), sendo São Paulo o estado com mais baixas - 2.497. Os segmentos com pior índice, nacionalmente, foram: hiper e supermercados (3,779 lojas fechadas), vestuário e calçados (1,733) e uso pessoal e doméstico (1,205). Até para encerrar negócio fica difícil O superintendente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-DF), Antônio Xará, reclama que, além de toda a dificuldade que os comerciantes enfrentam quando têm de fechar as portas, ainda existe enorme burocracia envolvida neste processo Quando chega a esse ponto, inclusive, o empresário já tentou, sem êxito, todas as alternativas de manter o local aberto.

"Devido a uma série de situações, ele não fica livre dos encargos que vão recair sobre ele como a indenização de funcionários. A morosidade do GDF e do Governo Federal é grande", reclama Xará ao lembrar que o comerciante fica impedido de conseguir tocar a vida para frente. O CNPJ fica aberto como inativo, causando transtornos. O empresário Luiz Eugênio Dutra se livrou dessa dificuldade porque conseguiu permancer com o mesmo CNPJ na mudança da loja grande para o quiosque, mas diz que conhece diversos colegas que passaram bastante tempo sofrendo com esse problema. Hora de enfrentar O Secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Valdir Oliveira, não vê os dados com surpresa, mas como um reflexo da crise que complicou a economia nacional.

O DF não estaria fora disso. A luta do governo seria para desburocratizar a vida dos empresários que já estão refém dos problemas econômicos. "A nossa expectativa é que essa situação se reverta. Fizemos uma projeção para que, no segundo semestre, haja sinais de melhor e que, futuramente, vão refletir na redução dos fechamentos", analisa o secretário que espera que a confiança do consumidor volte a ser forte para que ele possa ter menos dívidas e voltar a gastar.

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